Quando o Brasil inteiro caiu na lábia da Globo

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Em uma estratégia perfeita, Rede Globo apoia protestos para enfraquecer protestos.

 


Esta é a minha opinião, embora seja ridículo ter de esclarecer isso antes de um texto opinativo, é importante para não ser fuzilado nos comentários abaixo do post. Tem uma opinião diferente? Ótimo, vamos conversar!



Todos nós vimos e acompanhamos os diversos protestos que ocorreram no Brasil este ano, dando uma ilusão de que as coisas iam mudar por aqui. Parei para raciocinar um pouco e fiquei abismado com a maneira sorrateira, esperta e traiçoeira que a Rede Globo conseguiu desarticular tais protestos. A estratégia foi simples: "apoiar o protesto, para acabar com o protesto"

Não é difícil entender o que houve. Todo mundo acompanhou a maneira em que a Globo cobriu as manifestações. No começo a estratégia era fazer parecer que os protestos eram apenas uma destruição em massa do país, uma quebradeira desenfreada e sem rumo, fazendo com que nos distanciássemos da causa. Depois, quando nós não caímos na conversa de que tudo era apenas bagunça, a Rede Globo trocou de lado, e aí o plano funcionou muito bem, parte por astúcia da Globo, parte por ignorância nossa. Era comum ouvir nos jornais frases como "milhares de pessoas protestavam pacificamente, infelizmente um pequeno grupo de banerneiros realizou atos de vandalismo". Com esse tipo de frase a Rede Globo dava a ideia de que apoiava sim o protesto pacífico, ao mesmo tempo que nos fazia acreditar que os baderneiros que derrubavam postes e atiravam projéteis em prédios públicos eram arruaceiros atrapalhando a revolução brasileira. Mas vamos levantar uma questão: Será mesmo que este conceito está correto?

Se político se importasse com interesses do povo, é óbvio, claro e evidente que o Brasil e seus serviços públicos não seriam a barbárie que são. O único motivo de o povo não ter saúde, educação, transporte, enfim, um país de qualidade, está associada ao fato de que imensa parte dos políticos (não todos) estão pouco se lixando para o que pensa o povo. Ou você acha que os mensaleiros estavam pensando na Dona Alzira, aposentada que passa dificuldades no interior de São Paulo, quando aceitaram as propinas?
Partindo desse pré-suposto, o que importa para um político corrupto o fato de 1 milhão, dois milhões, ou que sejam 50 milhões de pessoas estarem caminhando na praia de Copacabana com rosas brancas na mão como forma de protesto? NADA, NADA NADA. A menos que você acredite que ele vai se sensibilizar com este fato e recusar as próximas propinas que oferecerem a ele, aí talvez tal caminhada resolva alguma coisa, embora eu ache pouco provável.
O político corrupto não vai se sentir ameaçado por pessoas caminhando com rosas, no entanto, quando postes vieram abaixo e pneus foram incendiados na porta da casa do governador do Rio, no outro dia Sérgio Cabral estava na televisão prometendo mudanças. Engraçado né?
A questão é simples. Nenhuma revolução que deu resultado foi feita pacificamente. No Brasil, país onde o interesse pessoal impera, uma revolução pacífica, que não ameaça a integridade do político, jamais daria resultado. Vamos pegar o exemplo dos europeus, os tão civilizados europeus. Quando o povo da Europa percebeu que estavam faltando empregos, dinheiro, e comida na mesa, saíram pra rua, quebraram o pau e viraram viaturas de ponta cabeça. Começaram a derrubar um político atrás do outro. Eles então são baderneiros? Estavam atrapalhando o protesto? Fazendo arruaça?
E a tão famosa e aclamada revolução francesa? Seria a revolução francesa uma manifestação pacífica que terminou com um pequeno grupo de vândalos destruindo a Bastilha? Por que causa muitos admiram a maneira como a revolução francesa se deu e acham tão errado quando um poste vem abaixo no Brasil?
A Rede Globo conseguiu nos convencer de que os pacíficos estavam fazendo a revolução enquanto os "vândalos" só atrapalhavam o movimento, e assim, fez com que nós mesmos coibíssemos qualquer ato violento, quando na verdade só mesmo alguma quebradeira poderia causar mudanças.
"Mas Stevan, meu filho, um poste derrubado e uma vidraça de prédio público quebrada gera prejuízo pro estado, e isso vai sair do nosso bolso!" AAAAAAH, CLARO. COMO EU NÃO PENSEI NISSO ANTES? Quanto custa um poste? Quanto custa uma vidraça? Será que os 200 mil de propina que cada deputado recebeu para aprovar a vacina da gripe suína, multiplicado pelo número de deputados, dá pra consertar os postes? Ou será que se eles recebessem menos auxílio terno, verba de gabinete, carros oficiais novinhos e os salários exorbitantes que recebem sobrava mais dinheiro para consertar as vidraças? A revolução não causa um décimo do prejuízo que eles causam em dias normais, e era com essa balbúrdia que precisávamos ter acabado.

É isso que precisamos entender. A Globo nos deu a mão, passou pro nosso lado, fingiu ser nossa amiguinha e começou a cochichar no nosso ouvido que alguns "baderneiros" estavam atrapalhando a nossa causa. E nós aceitamos essa ideia, reprovamos a quebradeira e ajudamos a desarticular a revolução. Essa é uma pequena mostra de que é muito fácil manipular um país inteiro, e quando compramos as ideias que recebemos sem questionar, nos tornamos massa de manobra e perfeitos funcionários dos interesses alheios. Pacificamente não vamos a lugar nenhum. Enquanto a integridade do próprio político não for ameaçada, é difícl, muito difícil acreditar que ele vai deixar de lado o caixa 2, as obras superfaturadas, e passar a agir em prol do povo.
Em linhas gerais, quem derrubou postes é que estava fazendo a revolução, e fomos nós, os pacíficos, que atrapalhamos tudo.

Por: Stevan Gaipo

Vídeo mostra o enorme perigo de se esquecer uma criança no carro

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Casos como este já estiveram presentes diversas vezes nos noticiários. Crianças esquecidas em carros trancados, que muitas das vezes acabam morrendo deixando os pais com um irreversível sentimento de culpa. A campanha abaixo foi realizada pela Red Castle Production e veiculada nos Estados Unidos, onde, segundo dados do próprio vídeo, a cada 10 dias uma criança morre após ser esquecida em um carro fechado. Ainda segundo o vídeo, somente este ano 15 crianças já morreram nestas circunstâncias nos Estados Unidos. Vale a pena assistir, emocionante, uma paulada na consciência.


Por: Red Castle Productions

"One Decision (Child Safety Film - Vehicular Heat Stroke)"

Vamos parar de envolver esporte com religião?

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Não quero adentrar em qualquer discussão sobre o título ou os méritos da recente conquista do clube Atlético Mineiro. Parabéns ao time, é uma conquista difícil que poucos times têm. O que quero é relatar um ponto de vista que observo há muito tempo, que ocorre em diversas modalidades, mas que é mais comum no futebol: rezar e pedir a Deus ou a um santo de devoção que traga uma vitória em campo.
Durante a própria Libertadores foi comum ver o técnico Cuca rezando fervorosamente nos momentos mais tensos do Atlético na competição. Francamente, será mesmo que Deus, com tudo que tem pra fazer, fica depositando seu poder em jogo de futebol? O futebol é importante pra nós, reles mortais que o criamos, já Deus eu não acredito que aprecie, que assista aos jogos, acompanhe os campeonatos ou até mesmo que tenha um time de coração, sinceramente não creio.
Felipe Massa quando perguntado se faz orações antes das corridas respondeu que sim, que pede a Deus proteção, apenas proteção, e que nunca havia pedido por um resultado. É exatamente isso que deve acontecer. Se dentro de campo temos 22 jogadores, 22 filhos de Deus, por que motivo Deus daria um gol para o atacante da equipe A, prejudicando o goleiro da equipe B que é seu filho da mesma forma?
A fé sempre foi um mecanismo dos humanos para se agarrar em algo quando não se tem mais onde segurar. Também não quero criticar a fé de ninguém, mas estádio de futebol não é lugar de oração. É o mesmo que orar antes de uma prova ou teste, mesa de prova não é lugar de devoção. Se todos os candidatos tiveram meses para se preparar para o teste, seria justo da parte do Criador que colocasse conhecimento por osmose na cabeça do pobre devoto desesperado enquanto seu outro filho, que estudou seis horas por dia durante meses, perde a vaga para o de reza mais forte?
O mesmo vale para o futebol, se existe treino é por que o mérito do treino e até mesmo do talento é o que deve fazer a diferença em campo. Se o tempo está correndo e seu time não chega ao gol, paciência, não é Deus que vai dar uma mãozinha nas coisas.
Devemos compreender que o futebol é um ser que nós mesmos criamos para dar imensa adoração, mas que na verdade não tem importância nenhuma, prova disso são as pessoas que não apreciam futebol e que vivem normalmente, se casam, tem famílias e filhos. O futebol só é este monstro indispensável apenas para aqueles que depositam nele toda a sua atenção, e quando tentamos arrastar Deus pra dentro do estádio, pedindo pra que ele tire a vitória de 11 de seus filhos e transfira pra outros 11, estamos apenas tentando banalizar o milagre, banalizar o poder de Deus, fazer do Deus que o próprio devoto acredita ser o criador do mundo um Deus que interfere em partida de futebol.
Francamente, meus amigos, deixa Deus cuidar do que é mais importante e vamos torcer, apenas torcer, por que é o que resta pra quem recebe o nome de TORCEDOR.

Por: Stevan Stavrakas.
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Do tempo em que pra cantar era preciso ter talento.

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Nesta geração, cabelos e roupas eram segundo plano.



Cada gênero musical é feito pra quem gosta, assim como cada religião é feita pra quem nela acredita e cada revista e feita pra quem quer ler o assunto que ela trata. Quem gosta de mulher pelada compra "Playboy", e quem gosta de carros compra "Quatro Rodas". Ninguém compra a Quatro Rodas pra ver mulher pelada. A música é a mesma coisa, cada gênero tem seu público, seus adeptos, fãs e admiradores. Com a chegada da Festa do Peão de Oliveira vi algumas pessoas discriminando os artistas sertanejos que compõem a festa do peão. E aí eu me pergunto, discriminar por que?
Abro aqui um questionamento: onde está o pecado do cantor sertanejo? Em que ponto ele é criticável? A música sertaneja tem seu conteúdo, fala de amor por que é feita pra quem quer ouvir canções de amor, e os shows que eu fui - Bruno e Marrone e Zezé di Camargo e Luciano - têm canções maravilhosas que tratam deste assunto, letras bem compostas, enfim, uma boa música.


O sertanejo tem músicas ruins, todo gênero tem suas ruins e suas boas. Até o funk que eu não aprecio tem a música do Silva que era funkeiro mas era pai de família, que é linda.
Quando digo sertanejo, porém, estou falando da geração Bruno e Marrone pra trás, com raríssimas exceções nos últimos anos. Posso até parecer hipócrita agora, mas essa lamentável nova geração de cantores que se denominam sertanejos são discrimináveis. Cantam músicas sem letra, com refrões que não constam no dicionário do grande Aurélio Buarque, e mancham o gênero composto por Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, Daniel, Bruno e Marrone, Zezé e Luciano, enfim, todos estes cantores que estão há tantos anos com carreiras sólidas e de sucesso por que são talentosos, e a voz que têm não é feita por um afinador eletrônico, a voz desses grandes cantores é de um talento natural, nasceram com elas, do contrário não estariam ali. São do tempo que pra cantar era preciso ter talento, trazer a voz de berço e garantir seu espaço com muita luta. Estes não fazem parte da vergonhosa geração de supostos cantores que fazem fama com uma letra modinha, um cabelo legal e uma roupinha diferente, sem nenhuma essência, e que dentro de alguns anos no máximo estarão esquecidos. Estas duplas são mais que uma musiquinha que diz "bará bará" ou "tchu tchá tchá". Quando analisamos a história de cada um desses artistas encontramos pelo menos 30 sucessos na sua conta. Sucessos como "É o amor" que todo mundo sabe a letra até hoje, e não como a "Fugidinha" que boa parte das pessoas já esqueceu que existe, e que só ofende o gênero.
Em suma e pra resumir: é claro que ninguém precisa gostar do que o outro gosta, cada um sabe o que lhe agrada,  mas não cabe preconceito contra o sertanejo, cabe preconceito contra quem ofende a música de modo geral, suja a arte de fazer música, o que não é o caso dos que defendi acima.

Por: Stevan Stavrakas
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