Por: Red Castle Productions
Archive for julho 2013
Vídeo mostra o enorme perigo de se esquecer uma criança no carro
Vamos parar de envolver esporte com religião?
Não quero adentrar em qualquer discussão sobre o título ou os méritos da recente conquista do clube Atlético Mineiro. Parabéns ao time, é uma conquista difícil que poucos times têm. O que quero é relatar um ponto de vista que observo há muito tempo, que ocorre em diversas modalidades, mas que é mais comum no futebol: rezar e pedir a Deus ou a um santo de devoção que traga uma vitória em campo.
Durante a própria Libertadores foi comum ver o técnico Cuca rezando fervorosamente nos momentos mais tensos do Atlético na competição. Francamente, será mesmo que Deus, com tudo que tem pra fazer, fica depositando seu poder em jogo de futebol? O futebol é importante pra nós, reles mortais que o criamos, já Deus eu não acredito que aprecie, que assista aos jogos, acompanhe os campeonatos ou até mesmo que tenha um time de coração, sinceramente não creio.
Felipe Massa quando perguntado se faz orações antes das corridas respondeu que sim, que pede a Deus proteção, apenas proteção, e que nunca havia pedido por um resultado. É exatamente isso que deve acontecer. Se dentro de campo temos 22 jogadores, 22 filhos de Deus, por que motivo Deus daria um gol para o atacante da equipe A, prejudicando o goleiro da equipe B que é seu filho da mesma forma?
A fé sempre foi um mecanismo dos humanos para se agarrar em algo quando não se tem mais onde segurar. Também não quero criticar a fé de ninguém, mas estádio de futebol não é lugar de oração. É o mesmo que orar antes de uma prova ou teste, mesa de prova não é lugar de devoção. Se todos os candidatos tiveram meses para se preparar para o teste, seria justo da parte do Criador que colocasse conhecimento por osmose na cabeça do pobre devoto desesperado enquanto seu outro filho, que estudou seis horas por dia durante meses, perde a vaga para o de reza mais forte?
O mesmo vale para o futebol, se existe treino é por que o mérito do treino e até mesmo do talento é o que deve fazer a diferença em campo. Se o tempo está correndo e seu time não chega ao gol, paciência, não é Deus que vai dar uma mãozinha nas coisas.
Devemos compreender que o futebol é um ser que nós mesmos criamos para dar imensa adoração, mas que na verdade não tem importância nenhuma, prova disso são as pessoas que não apreciam futebol e que vivem normalmente, se casam, tem famílias e filhos. O futebol só é este monstro indispensável apenas para aqueles que depositam nele toda a sua atenção, e quando tentamos arrastar Deus pra dentro do estádio, pedindo pra que ele tire a vitória de 11 de seus filhos e transfira pra outros 11, estamos apenas tentando banalizar o milagre, banalizar o poder de Deus, fazer do Deus que o próprio devoto acredita ser o criador do mundo um Deus que interfere em partida de futebol.
Francamente, meus amigos, deixa Deus cuidar do que é mais importante e vamos torcer, apenas torcer, por que é o que resta pra quem recebe o nome de TORCEDOR.
Por: Stevan Stavrakas.
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Do tempo em que pra cantar era preciso ter talento.
Nesta geração, cabelos e roupas eram segundo plano.
Abro aqui um questionamento: onde está o pecado do cantor sertanejo? Em que ponto ele é criticável? A música sertaneja tem seu conteúdo, fala de amor por que é feita pra quem quer ouvir canções de amor, e os shows que eu fui - Bruno e Marrone e Zezé di Camargo e Luciano - têm canções maravilhosas que tratam deste assunto, letras bem compostas, enfim, uma boa música.
Quando digo sertanejo, porém, estou falando da geração Bruno e Marrone pra trás, com raríssimas exceções nos últimos anos. Posso até parecer hipócrita agora, mas essa lamentável nova geração de cantores que se denominam sertanejos são discrimináveis. Cantam músicas sem letra, com refrões que não constam no dicionário do grande Aurélio Buarque, e mancham o gênero composto por Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, Daniel, Bruno e Marrone, Zezé e Luciano, enfim, todos estes cantores que estão há tantos anos com carreiras sólidas e de sucesso por que são talentosos, e a voz que têm não é feita por um afinador eletrônico, a voz desses grandes cantores é de um talento natural, nasceram com elas, do contrário não estariam ali. São do tempo que pra cantar era preciso ter talento, trazer a voz de berço e garantir seu espaço com muita luta. Estes não fazem parte da vergonhosa geração de supostos cantores que fazem fama com uma letra modinha, um cabelo legal e uma roupinha diferente, sem nenhuma essência, e que dentro de alguns anos no máximo estarão esquecidos. Estas duplas são mais que uma musiquinha que diz "bará bará" ou "tchu tchá tchá". Quando analisamos a história de cada um desses artistas encontramos pelo menos 30 sucessos na sua conta. Sucessos como "É o amor" que todo mundo sabe a letra até hoje, e não como a "Fugidinha" que boa parte das pessoas já esqueceu que existe, e que só ofende o gênero.
Em suma e pra resumir: é claro que ninguém precisa gostar do que o outro gosta, cada um sabe o que lhe agrada, mas não cabe preconceito contra o sertanejo, cabe preconceito contra quem ofende a música de modo geral, suja a arte de fazer música, o que não é o caso dos que defendi acima.
Por: Stevan Stavrakas
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